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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O primeiro

Começando do começo, sou jornalista formada há três anos pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Trabalho em uma agência de comunicação (Monte Castelo Idéias) e antes já fui repórter de O Globo), subeditora da Tribuna da Impressa (impressos), repórter do Ego (site) e do Instituto Souza Cruz (Oscip).

Tenho mania de mentir para mim mesma e dizer que daqui pra frente esquecerei a reportagem e me dedicarei a estudar processos de gestão moderníssimos, a fim de obter uma vaga em uma multinacional qualquer com salário de muitos dígitos. A verdade é que não sei explicar como começou e nem o porquê, mas amo reportagem e o trabalho jornalístico diário é uma das únicas coisas da vida que me fazem inteiramente feliz.

Isso não significa, no entanto, que eu seja uma ótima repórter. Por isso, faço a minha parte e não deixo nunca de estudar e procurar conhecer melhor o mundinho da notícia. O site vem, portanto, para dividir um pouco do que aprendo todos os dias em minhas leituras, cursos, conversas e observações. A escolha pelo blog deve-se à minha necessidade de reflexão e de ouvir e discutir tudo o que postar por aqui. Portanto, sejam bem-vindos à àrea de comentários.

O escritor José Saramago já recomendou algumas vezes que quem não queira ler seus livros, leia suas epígrafes e aí encontrará um bom resumo da obra. Sendo assim, eu cá o copio e indico a leitura da epígrafe ideal ao site e à mim:

"Pois o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e torná-lo humano por sua confrontação descarnada com a realidade. Ninguém que não a tenha sofrido pode imaginar essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida. Ninguém que não a tenha vivido pode conceber, sequer, o que é essa palpitação sobrenatural da notícia. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderá persistir num ofício tão incompreensível e voraz, cuja obra se acaba depois de cada notícia como se fora para sempre, mas que não permite um instante de paz enquanto não se recomeça com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."

Gabriel García Márquez

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