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sábado, 17 de janeiro de 2009

Porque viajo

"Antes de partir já era um latino-americano na acepção exata da palavra.
Os intelectuais de gerações anteriores aproveitaram a estada na Europa
para enriquecer ou consolidar suas preocupações e experiências americanas,
o que demonstrava a necessidade da viagem. Já com García Márquez
acontecia um caso de cunho diferente: o de quem dá um
salto com as convicções já formadas."

Prólogo de Jacques Gillard à Da Europa e Da América,
terceiro volume da coleção Obra Jornalística de Gabriel García Márquez



Em julho finalmente realizarei um projeto que busco há anos: fazer meu próprio roteiro pela América Latina. Um de meus assuntos preferidos, meu continente ainda é bastante desconhecido para mim. Sei muito mais dele através de livros, obras e relatos de outros que por experiências próprias. Alguns destes contadores certamente são dotados de um senso crítico e capacidade analítica incomum. Mas todo repórter sabe que nada se iguala à ir pra rua.

Passarei por quatro países - Chile, Bolívia, Peru e Cuba - e muitas culturas, histórias, vidas e realidades. Considero a língua uma das expressões mais claras do modo de ver a vida que um povo pode possuir - falamos da reforma depois, né? - e por isso intensifiquei os estudos do espanhol.

E como presente e futuro não são explicáveis sem passado, fiz um intensivão nas reportagens de um dos melhores repórteres latinos: Gabriel Gracía Márquez.

Quando eu voltar, compararei o que ele viu com o que eu houver encontrado.

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