O uso da internet por Obama na campanha presidencial gerou grandes expectativas. Há bastante ansiedade para saber se o presidente conseguirá satisfazer seu eleitorado com o uso do recurso durante o mandato.
Por outro lado, pelo menos aqui no Brasil, os partidos e candidatos já planejam imitar o americano nas próximas eleições e Alberto Carlos Almeida, autor do livro A cabeça do brasileiro, escreveu para o Valor Econômico sobre o assunto na sexta-feira.
Em seu artigo, ele defende que o uso da rede como agregador na campanha de Obama foi um sucesso porque esteve combinado com o histórico de associativismo da sociedade americana. Sendo assim, para o escritor e sociólogo, uma experiência brasileira jamais seria tão bem-sucedida.
Seguem alguns trechos do artigo:
"É interessante ver os inúmeros comentários e artigos sobre o uso da internet na campanha eleitoral de Barack Obama, assim como durante o seu governo. Os incautos consideram ser possível, pura e simplesmente, importar o modelo americano para o solo brasileiro. Cria-se uma falsa expectativa baseada em pressupostos falsos e, principalmente, na ignorância do que acontece, segundo Lula, quando se atravessa o Atlântico.
Brasil e Estados Unidos são muito diferentes. Não há dúvidas de que a internet pode ser mais bem utilizada no Brasil. Porém, salvo melhor juízo, não devemos considerar viável repetir com grande verossimilhança o que aconteceu na eleição presidencial americana de 2008.
Em todos os lugares há certa incompreensão acerca do que ocorre nos Estados Unidos. Trata-se de um país interessante para ser tomado como métrica, mas dificilmente como exemplo a ser efetivamente repetido e copiado. "
A tese do autor está muito bem fundamentada e há um ótimo panorama da sociedade americana e de sua participação eleitoral. Vale a pena a leitura.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
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